Economia Solidária
Entrevistas
O Secretario Nacional do Ministério do Trabalho, professor Paul Singer é um dos principais
propositores da economia solidária como um outro modo de produzir, cujos princípios
básicos são a propriedade coletiva ou associada do capital e o direito à liberdade
individual. Em seu entender, a aplicação desses princípios une todos os que produzem
numa única classe de trabalhadores na qual todos igualitariamente são possuidores do
capital através do trabalho cooperativo, associativo ou sociedade econômica. Visando
ampliar o debate relativo ao implemento desta concepção de trabalho no Brasil, sobretudo
no Nordeste, este número da Série Estudos e Pesquisas -SEP entrevista o Secretário. Fonte:
Série Estudos e Pesquisas da SEI-Bahia
A Revista Bahia Análise e Dados, na ocasião do
Forum Social Mundial 2002 em Porto Alegre, entrevistou Marcos Arruda sobre sua trajetória pessoal e aproximação com a proposta de Economia Solidária. Socioeconomista e educador, Marcos Arruda é coordenador
geral do Instituto de Políticas Alternativas para o Cone Sul (PACS). É membro do
Instituto Transnacional, com sede em Amsterdã, e da equipe internacional de animação
do Pólo de Socioeconomia Solidária, da Aliança por um Mundo Responsável e
Solidário. Integra a secretaria do Fórum de Cooperativismo Popular do Rio de Janeiro
e tem publicado extensamente no Brasil e no exterior, oferecendo elementos para a
construção de fundamentos mais sólidos a uma nova práxis social. Fonte:
Revista Bahia Análise e Dados
Textos
Resumo: "este texto propõe uma apreciação conceitual dos termos terceiro setor, Economia Social, Economia Solidária e Economia Popular, tendo como objetivo estabelecer a fronteira, em termos de significado particular, entre essas várias noções. Parte-se do
pressuposto de que a compreensão precisa de cada termo implica reconhecer o discurso específico elaborado em torno deles. Dessa forma, a discussão proposta considera como relevante o conhecimento do próprio contexto ou lugar socio-histórico onde foram formulados cada um desses conceitos".Palavras-chave: Terceiro Setor, Economia Solidária, Economia Popular, Economia Social. Fonte:
Revista Bahia Análise e Dados
Resumo:"aborda-se, inicialmente, o paradoxo que seria a existência de uma crise do trabalho voluntário, motivada pela predominância do individualismo e dos interesses hedonistas, e, por outro lado, o crescimento e a boa imagem das associações. A questão é aprofundada contrapondo-se às explicações da economia neoclássica para o fato associativo as análises histórico-compreensivas. Nestas, empreendidas pela sociologia e ciências políticas, recusa-se o prisma utilitarista, referindo-se, entre outros elementos, um laço societário que manifesta uma racionalidade em valor e não em finalidade, e atribui-se a originalidade da associação moderna à sua relação com o espaço público, no qual se encontram cidadãos de uma mesma democracia. Enfatiza-se a referência às relações de cooperação e solidariedade no fato associativo e, finalmente, conclui-se que a proposta atual não é a substituição do Estado pela sociedade civil nem a dissolução desta no mercado, mas o reforço mútuo entre democratização da sociedade civil e democratização das instituições públicas". Palavras-chave: associação, trabalho voluntário, mercado, sociedade civil, práticas cooperativas. Fonte:
Revista Bahia Análise e Dados
Resumo: "neste texto, busca-se entender a economia solidária em sua relação com a economia dos setores populares, tomando-se por referência as formulações de Francisco de Oliveira sobre o significado do termo trabalho e a análise de Amartya Sen sobre comportamento econômico e auto-interesse. Num país como o Brasil, que nunca experimentou o Welfare State europeu e onde um grande contingente de trabalhadores sempre esteve fora das relações de emprego assalariado regular, a transformação qualitativa da economia dos setores populares representa uma iniciativa, ao lado de outras, no embate pela transformação do estatuto do trabalho, impondo direitos sociais como princípios reguladores da economia". Palavras-chave: Trabalho, mercadoria, Economia Solidária, economia dos setores populares. Fonte:
Revista Bahia Análise e Dados
Resumo: "apresentamos neste texto uma síntese da exposição realizada em detalhes em trabalho a ser publicado nos próximos meses. As críticas e sugestões que fazemos aqui se referem especificamente às redes de trocas e não às redes de economia solidária em geral, uma vez que há muitas outras formas de redes de economia solidária que não se organizam como redes de trocas. Inicialmente, apontamos sumariamente algumas debilidades estratégicas peculiares a essa prática, tomando por referência básica a Rede Global de Trocas, e, em seguida, também sumariamente, apontamos algumas alternativas que visam respeitando-se os princípios advogados nessas redes sanar as debilidades percebidas. Por fim, explicitamos como a remontagem solidária das cadeias produtivas, corrigindo fluxos de valores, viabiliza a expansão sustentável de uma economia pós-capitalista". Palavras-Chave: redes de troca, moeda, cadeias produtivas, fluxos de valores, empresas solidárias. Fonte:
Revista Bahia Análise e Dados
Resumo: "o Banco Palmas é um sistema financeiro solidário criado, em 1988, pela Associação dos Moradores do Conjunto Palmeira (ASMOCONP). Visando garantir microcrédito para a produção e o consumo locais desenvolveu instrumentos de concessão dessa forma de crédito compatíveis com a realidade da comunidade, buscando atuar de forma integrada nos quatro pontos da cadeia produtiva: capital solidário, produção sustentável, consumo ético, comércio justo". Palavras-chave: finanças solidárias, moeda social, rede de solidariedade, sustentabilidade, parcerias. Fonte:
Revista Bahia Análise e Dados
Resumo: "o artigo se propõe a uma discussão preliminar sobre o conceito de Economia Solidária, assim como do seu contexto de surgimento, como pano de fundo para a descrição e análise de um projeto-piloto aplicado no bairro de Vila Verde, em Salvador. O contexto do bairro e as condições de vida dos seus moradores também são apresentados, para um melhor entendimento do desenrolar da experiência. A implementação de uma Horta e de um Restaurante comunitários foram as bases do projeto, que se desenvolveu com a implantação de um Bazar e da venda de quentinhas e lanches para o público externo ao bairro. A dinâmica interna da experiência de Economia Solidária será detidamente descrita e analisada, com o objetivo de contribuir para o melhor conhecimento dessas práticas que se espalham pelo Brasil e pelo mundo e que se pretendem um exemplo de que um novo mundo é possível". Palavras-chave: Economia Solidária, pobreza urbana, desenvolvimento local, participação popular. Fonte:
Revista Bahia Análise e Dados
Resumo: "este estudo tem por objetivo apresentar um primeiro perfil dos empreendimentos de economia popular solidária localizados na Região Metropolitna de Salvador (RMS)e no Litoral Norte da Bahia, proporcionando uma base de dados que sirva de fonte de informações para todos aqueles que, por diferentes razões, lidam e/ou se preocupam com o tema. Busca-se, assim, conferir maior visibilidade a estes empreendimentos, amplificando as suas possibilidades de interação com uma opinião pública e, particularmente, com as instituições de apoio e fomento"". Fonte:
Série Estudos e Pesquisas da SEI-Bahia
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