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Tradução da Documentação do LTSP v4.1 para o Português Brasileiro
A tradução encontra-se completa desde o dia 04/10/2005. Nós queremos agradecer especialmente à Tatiana Wells (metaReciclagem.org) que nos ajudou muito neste trabalho - sendo responsável pela maior parte da tradução.
Este projeto foi baseado no texto oficial da página. Ele será atualizado frequentemente, resultando nas correções de eventuais erros de tradução.
Por causa desses erros eventuais, colocamos comentários ao longo deste. Eles se referem à dúvidas ou ambiguidades da tradução. Nestes casos, colocamos a expressão original para que o leitor possa tirar suas próprias conclusões - e quem sabe até contribuir com a nossa tradução, essa é a intenção de um sítio twiki.
Somente a introdução não está fiel porque foi feita uma análise dos tradutores, expondo seus pontos de vista. Já no restante do documento, tentamos ser bastante fiéis.
Apenas 30% da tradução se encontra na página com formato HTML, a tradução completa encontra-se nos seguintes formatos:
Estes softwares citados acima são livres e podem ser baixados através dos respectivos links. Desculpem-nos pela não atualização da tradução no formato HTML, pois como o grupo se desfez, são poucas as pessoas que continuam atualizando a página. Sintam-se à vontade para nos ajudar com esta tarefa.
Sumário
Introdução
O que é LTSP?
LTSP (Linux Terminal Server Project) é um conjunto de soluções que oferece serviços para clientes sem disco rígido nas suas máquinas. Ele dispõe de um meio simples para utilizar estações de trabalho tanto no modo gráfico quanto no modo texto.
Os criadores do LTSP acham sem sentido ter computadores desktops completos. Por isso desenvolveram uma solução (composta por um conjunto de outras) que assiste à clientes variados - assim como não exige que estes sejam máquinas com alto poder de processamento. A utilização de computadores-sucatas (DX4, pentium, pentium MMX, celeron, k-5, k-6, etc. numa frequência entre 66 e 300 MHz) nos clientes é viável. Utiliza-se a placa de rede para o boot, o que dispensa disco rígidos, disquetes, CD-ROM´s, etc. - apesar de suas exclusões não serem necessárias.
Durante o boot, os clientes obtéem seus IP´s e kernel do servidor e depois o sistema de arquivo é montado via NFS também através do servidor.
Há três possibilidades de configuração do LTSP:
- Interface Gráfica com o X Window System Pode-se acessar qualquer aplicação no servidor, ou em outros servidores que estejam na rede, através do X Window.
- Modo caracter baseado em sessões Telnet
O cliente pode solicitar múltiplas sessões Telnet ao servidor. Estas sessões são alternadas através das teclas Alt+F1 até Alt+F9.
A estação de trabalho pode ser configurada para ir direto pro console.
O interessante do LTSP é que você pode ter vários clientes em apenas um servidor Linux. A quantidade de clientes vai depender do número de servidores e das aplicações que serão usadas.
1. Disclaimer
Nem o autor nem os distribuidores, ou algum contribuinte não têm nunhuma tipo de responsabilidade por danos físicos, financeiros, ou morais ou qualquer outro tipo dos danos incorrido seguindo as sugestões neste texto.
2. Copyright e Licença
Este documento possui o copyright 2004 por James McQuillan, e é liberado sob os termos da licença GNU Free Documentation License, que tem como referência este meio.
Capítulo 1. A Teoria da Operação
Há vários passos que envolvem o boot dos clientes. Entendendo o que acontece fica mais fácil resolver os problemas.
São quatro serviços básicos que o LTSP usa:
Como o LTSP é muito flexível você pode rodar estes serviços de diferrentes servidores ou até mesmo todos num só. Imaginemos apenas um servidor. São estes as etapas percorridas pelos clientes:
1.1. Os passos que as estações de trabalho (clientes) seguirão
1. Carregar o kernel do Linux na memória do cliente. Pode ser feito de várias formas, inclusive:
- Bootrom (Etherboot, PXE, MBA, Netboot)
- Cartão de memória via USB
Cada um desses métodos será explicado posteriormente nesse capítulo
2. Após carregar o kernel ele começará sua execução.
3. O kernel inicializará o sistema inteiro e todos os periféricos que ele reconhecer.
4. Durante o processo de carregamento do kernel, será rodado um disco virtual (ramdisk) também na memória. Este disco virtual será montado como o diretório raiz "/" através da linha de comamdo root=/dev/ram0 do kernel.
5. Quando o kernel do boot terminar, será rodado o programa init. No LTSP, o kernel foi instruído para ler um pequeno script do shell. Para isso foi passado init=/linuxrc na linha de comando do kernel.
6. O script /linuxrc começa opr uma verredura do PCI bus procurando pela placa de rede. Para cada dispositivo PCI que ele encontrar, ele verifica no arquivo /etc/niclist para checar a sua ocorrência neste. Quando encontrado, o nome do módulo de driver NIC é retornado e o módulo do kernel é lido. Já nas placas ISA, o módulo do driver PRECISA ser especificado na linha de comando do kernel assim com os parâmetros de endereço ou IRQ que poderão ser necessários.
7. Um pequeno cliente de DHCP chamado dhclient será rodado e fará outra requisição do servidor DHCP. Foi feito essa requisição separada porque eram necessárias mais informações do que as recebidas do bootrom, com a primeira requisição do servidor DHCP.
8. Quando o dhclient tiver uma resposta do servidor, será rodado o arquivo /etc/dhclient-script que pegará as informações recebidas pelo dhclient e confgurará a interface eth0.
9. Até aqui, o sistema de arquivo raiz tem um disco virtual. Agora o script /linuxrc montará um novo sistema de arquivo raiz através do NFS. o diretório que é exportado do servidor é /opt/ltsp/i386. Não pode-se simplesmente montar como "/". Primeiro tem que ser montado como /mnt. Depois ele fará um pivot_root que trocará o atual sistema de arquivo raiz por um novo sistema de arquivo. Quandop ele terminar o sistema de arquivo NFS será montado na raiz "/" e o antigo sitema de arquivo raiz será montado em /oldroot.
10. Quando a montagem e a pivotagem do novo sistema de arquivos estiverem concluídas, o trabalho do /linuxrc estará feito e precisaremos solicitar o programa /sbin/init.
11. O init lerá o arquivo /etc/inittab e comçará a configurar o ambiente da estação de trablho (cliente).
12. Uma das primeiras coisas que o arquivo inittab faz é ler o comando rc.sysinit que rodará enquanto o cliente estiver no estado "sysinit".
13. O script rc.sysinit criará 1MB de disco virtual para conter tudo que precisará ser escrito (ou modificado).
14. O disco virtual será montado como o diretório /tmp. Quaisquer arquivos que precisar serem escritos irão realmente existir no diretório /tmp e terão links simbólicos (symbolic links) apontando para eles.
15. O sistema de arquivo /proc é montado.
16. O arquivo lts.conf será analisado (parsed) e todos os parâmetros nesse arquivo que pertençam à essa estação de trabalho serão setados com variáveis do ambiente para o script rc.sysinit usar.
17. Se a estação de trabalho for configurada para fazer swap (swap over) no NFS, o diretório /var/opt/ltsp/swapfiles será montado como /tmp/swapfiles. Mas se não tiver um arquivo de troca (swapfile) para essa estação de trabalhao ainda, será criado automaticamente. O tamanho dos swapfiles é configurado no arquivo lts.conf.
O swapfile será ativado usando o comando swapon.
18. A interface de rede loopback é confgurada. Essa é a interface de rede que tem o endereço de IP 127.0.0.1.
19. Se aplicações locais estão ativadas, o diretório /home será montado para que as aplicações tenham acesso ao /home dos usuários.
20. Muitos diretórios são criados no arquivo de sistema /tmp para segurar alguns arquivos de trânsito que são necessários enquanto o sistema está rodadno. Os diretórios abaixo serão criados.
21. O arquivo /tmp/syslog.conf será criado. Esse arquivo conterá informações sobre o deamon syslogd que se hospedará na rede para enviar a informação de login. O host syslog está especificado no arquivo lts.conf. Há um link chamado /etc/syslog.conf qua aponta para o arquivo /tmp/syslog.conf.
Original do item 21: " The /tmp/syslog.conf file will be created. This file will contain information telling the syslogd daemon which host on the network to send the logging information to. The syslog host is specified in the lts.conf file. There is a symbolic link called /etc/syslog.conf that points to the /tmp/syslog.conf file."
22. O deamon syslogd é iniciado usando o arquivo de configuração criado no item 21.
23. Uma vez que o script rc.sysinit é rodado, é retornado ao programa /sbin/init que mudará o runlevel do sysinit para 5.
24. Por default, há no inittab chamadas para rodar o script /etc/screen_session em tty1, tty2 e tty3. Isso significa que pode-se rodar três sessões ao mesmo tempo e que o tipo das sessões é controlado pelas chamadas de SCREEN_01, SCREEN_02 and SCREEN_03 no lts.conf.
Original do item 24: A palavra "entries" foi traduzida como "chamadas".
25. Se o SCREEN_01 está configurado como startx, o script /etc/screen.d/startx será executado. Ele rodará o X Window Sysytem oferecendo-lhe uma interface gráfica.
No arquivo lts.conf, tem um parâmetro chamado XSERVER. Se estiver faltando este parâmetro ou esiver "auto" em seu lugar, ocorrerá uma tentativa de detecção automática da placa de vídeo.Se a placa for PCI ou AGP, ele pegará o fabricante e o seu identificador dela (Vendor and Device id) e procurará no arquivo /etc/vidlist.
Se Xorg 6.7 assistir a placa, a rotina pci_scan retornará o módulo do seu driver. Se ela for assitida apenas pelo XFree86 3.3.6, pci_scan retornará o nome do servidor X a ser usado. O script startx
Original do item 25: A palavra "suported" foi traduzida como asistir e "driver module" como "módulo de driver".
26. Se o Xorg for usado, o script /etc/build_x4_cfg será chamado para criar um arquivo XF86Config?. Se o XFree86 3.3.6 for usado, então o script será chamado para criar o arquivo XF86Config?. Estes arquivos são colocados no diretório /tmp que, se você se lembrar, é um disco virtual visto apenas pela estação de trabalho.
O arquivo XF86Config? será criado baseado nas chamadas do arquivo /etc/lts.conf.
27. Uma vez criado o arquivo XF86Config? então o script startx rodará o servidor do X como este novo arquivo de confuguração.
28. O servidor do X enviará uma requisição XDMCP ao servidor LTSP, que oferecerá uma tela de login (login dialog).
29. Agora, o usuário poderá logar. Eles pegarão uma sessão do servidor.
Isso confunde muitas pessoas no começo. Eles estão numa estação de trabalho, mas rodando uma sessão no servidor. Todos os comandos que eles rodarem serão rodados no servidor, mas a saída será mostrada na sua estação de trabalho.
1.2. Rodando o kernel de dentro da memória
Para rodar o kernel do Linux nas memórias das estações de trabalho existem vários meios.
1.2.1 Boot ROM
Etherboot é um projeto bootrom muito popular de código aberto. Ele contém drivers de muitas placas de rede e trabalha muito bem com o LTSP.
O kernel do Linux tem que ser marcado (tagged) com o mknbi-linux, que irá preparar o kernel para o boot em rede colocando no kernel alguns códigos adicionais e adicionando o initrd para o fim do kernel.
Os kernels que já foram fornecidos pelo LTSP são marcados e estão prontos para dar o boot pelo Etherboot.
Etherboot também pode ser escrito num disquete, que é ideal para testes.
Parte da especificação do "Wired for Management", que vem tardemente das anos 90, incluiu uma espeficicação para a tecnologia de bootrom conhecida como o Pre-boot Execution Environment abreviada como PXE.
Um bootrom PXE pode rodar, em sua maioria, um arquivo de 32 Kbytes. Um kernel do Linux é maior, então nós configuramos o PXE para ler um 2o. estágio do boot-loader (a 2nd stage boot-loader) chamado pxelinux. Ele é pequeno suficiente para ser carregado e ele sabe como rodar muitos arquivos grandes, como o kernel do Linux.
MBA (Managed Boot Agent) é um bootrom de uma empresa chamada emBoot. Ela foi uma divisão da 3Com. MBA é realmente 4 boots em 1. Ele abrigará PXE, TCP/IP, RPL e Netware.
A implementação de PXE trabalha bem. Você pode usá-la com pxelinux para dar boot em um kernel Linux.
O método TCP/IP pode ser usado, mas o kernel primeiro precisa estar preparado com um utilitário chamado imggen.
O Netboot, assim como o Etherboot, é um sotware livre que oferece gratuitamente imagens de boot ROM. A diferença é que ele é um evoltório em torno do driver NDIS ou pacotes de drivers que enviam com as placas de rede.
Orignal do Parágrafo acima: " Netboot, like Etherboot, is a free software project that provides free boot ROM images. The difference is that it is a wrapper around the NDIS driver or packet drivers that ship with the network cards."
1.2.2 Mídia local
Há duas maneiras de boot para uma estação de trabalho LTSP. Uma é carregar o Etherboot no setor do disquete. Então, ele agirá simplesmente como um bootrom. O código do boot será excutado, aplaca de rede será inicializada e o kernel será carregado do servidor.
Você também pode gravar o kernel e o initrd em um disquete e dar o boot. Entetanto, é realmente mais rápido carregar o kernel pela rede.
O disco rígido pode ser usado com o LILO ou GRUB para carregar o kernel do Linux e o initrd. Ou, você pode ler uma imagem Etherboot bootrom do HD e ele agirá como um bootrom.
Um CD-ROM bootável pode ser carregado com um Linux kernel ou uma imagem Etherboot.
- Dispositivo de Memória USB (Memory Keys)
Assim como um CD-ROM, disquete e HD, você pode usar um dispositivo de memória USB para dar o boot tanto um módulo Eherboot ou um completo kernel do Linux e a imagem initrd.
Capítulo 2. Instalando o LTSP no servidor
É melhor pensar no LTSP como uma completa distribuição Linux. É uma distribuição que está em cima de uma distribuição do servidor. Esta pode ser qualquer distribuição Linux que você desejar. Na verdade, não precisa ter necessariamente o Linux no servidor. O único pré-requisito é que o sistema operacional do servidor suporte o NFS (Network File System). A maioria dos sistemas UNIX suportam o NFS.
Há três etapas para criar um servido LTSP:
- Instalação dos utilitários do LTSP
- Instalação dos pacotes dos clientes
- Configuração dos serviços necessários para o LTSP
2.1. Instalando os utilitários do LTSP
A versão 4.1 do LTSP tem um pacote de utilitários para a instalação e gerenciamento dos pacotes dos clientes (as coisas que serão executadas nos clientes), e para a configuração dos serviços no servidor LTSP.
O utilitário de administração é o ltspadmin e o das ferramentas de configuração é ltspcfg. Ambos os utilitários fazem parte do pacote ltsp-utils.
O pacote ltsp-utils está disponível nos formatos RPM e TGZ. Escolha qual formato vcoê prefere e siga as intruções adequadas.
2.1.1. Instalando o pacote RPM
Baixe o pacote mais recente do ltsp-utils em RPM e instale-o usando o comando abaixo:
rpm -ivh ltsp-utils-0.1-0.noarch.rpm
O comando acima instalará os utilitários no servidor.
2.2 Instalando os pacotes TGZ
Baixe o pacote mais recente do ltsp-utils em TGZ e instale-o usando o comando abaixo:
tar xzf ltsp-utils-0.1-0.noarch.tgz
cd ltsp_utils
./install.sh
cd ..
O comando acima instalará os utilitários no servidor. Ele é usado para sistemas que não se baseiam no pacote RPM.
2.2 Instalando os pacotes do cliente LTSP
Após instalar a o ltsp-utils, você já pode rodar o comando ltspadmin. Este utilitário é usado para o gerenciamento dos pacotes dos clientes LTSP. Ele requisitará um download e pegará uma lista dos pacotes atuais.
Origninal: " Once the installation of the ltsp-utils package is complete, you can run the ltspadmin command. This utility is used to manage the LTSP Client packages. It will query the LTSP download repository, and get the list of currently available packages."
Execute o comando ltspadmin e você verá uma tela como esta:
Você poderá escolher a opção "Install/Update", e se for a primeira vez que você estiver rodando o programa, ele mostrará uma tela de configuração do instalador.
Nesta tela você pode configurar vários coisas que o instalador usará para baixar e instalar os pacotes do LTSP. Aqui estão:
Where to retrieve packages from
Isto é uma URL apontando para onde o pacote está. Por default, ele será http://www.ltsp.org/ltsp-4.1, mas você pode instalá-lo a partir de um sistema de arquivo local - você usa o arquivo invés da URL. Pro exemplo, se os pacotes estiverem num CD-ROM e ele estiver montado em /mnt/cdrom, então o valor será: file:///mnt/cdrom. (Atenção com os 3 parênteses).
In which directory would you like to place the LTSP client tree
Ele é o diretório no servidor onde você gostaria de colocar a árvore do cliente. Ele será /opt/ltsp. O diretório será criado caso ele não exista.
Dentro desse diretório, os diretórios root para cada arquitetura serão criados. Atualmente, apenas as estações x86 são suportadas pelo LTSP, mas há muitas pessoas trabalhando para suportar outras arquiteturas como PPC e Sparc.
HTTP Proxy
Se o servidor estiver atrás de um firewall, e todos os acessos à web precisarem passar pelo proxy, você pode configurar o instalador para usar o proxy aqui. O valor deverá conter a URL para o proxy, incluindo o protocolo e a porta. Um exemplo para essa configuração é: http://firewall.yourdomain.com:3128.
Se você não precisa de um proxy, coloque "none".
FTP Proxy
Para os pacotes localizados num servidor FTP, se você precisar passar através de um FTP proxy, você coloca-o aqui. A sintaxe é parecida à opção acima do HTTP Proxy.
above.
Se você não precisa de um proxy, coloque "none".
Após passar pela tela de configuração, o instalador requisitará os pacotes e obtém a lista de componentes deisponíveis atualmente.
Se você quiser olhar a lista dos pacotes que estão num componente particular, pressione 'S' e a lista dos pacotes será exibida. Ele mostrará a versão atual instalada e também a última versão disponível.
Uma vez que os componentes forem selecinados, você pode sair da tela de seleção dos componentes. O instalador lhe perguntará se você realmente quer instalar/atualizar os pacotes selecinados. Se você responder 'Y', ele baixará e instalará os pacotes selecionados.
2.3 Configurando os serviços necessários para o LTSP
São quatro os serviços básicos necessários para assistir o boot de uma estação LTSP. Eles são:
O ltspcfg pode ser usado para configurar todos esses serviços e mais muitas outras coisas relacionadas ao LTSP.
Você pode acessar o ltspcfg atravé do ltspadmin ou rodar o ltspcfg diretamente digitando-o na linha de comando. Você verá uma tela como essa:
Ela mostra todas as coisas que o utilitário procura.
Para configurar todas as coisas que precisam ser configuradas, escolha 'C' e o menu de configuração será exibido. No menu de configuração, você precisará navegar em cada item, para ter certeza que ele está configurdo corretamente para servir as estçãos de trabalho do LTSP.
1 - Runlevel
O Runlevel é a variável usada pelo programa init. Em sistemas Linux e UNIX, sem nenhum tempo dado, é dito ao sistema para ele ficar num "Runlevel" específico. O Runlevel 2 ou 3 é tipicamente usado quando o servidor está em modo texto. O Runlevel 5 tipicamente indica que o sistema está no modo gráfico numa rede.
Para um servidor LTSP, o Runlevel 5 é tradicionalmente usado. A maioria dos sistemas já são configurados para servir NFS e XDMCP no Runlevel 5. Par aqueles sistemas que não estão configurados para isto, o utilitário tomara conta deles.
2 - Interface selection
Para sistemas que têm várias interfaces de rede, você precisará selecionar em qual interface de rede os cliente estão conectados.
Selecionando a interface, a ferramenta de configuração estará apta a criar os arquivos de configuração corretamente, assim como os arquivos dhcpd.conf e /etc/hosts.
3 - DHCP configuration
O DHCP precisa ser configurado para fornecer os campos requisitados peos clientes. Entre estes campos, estão fixed-address (Mac Address) , filename, subnet-mask, broadcast-address e root-path.
Selecionadno este item do menu, você estará apto a criar o arquivo de configuração dhcpd.conf e habilitar o dhcpd para rodar automaticamente quando sua máquina for iniciada.
4 - TFTP configuration
O TFTP é usado pelos clientes para baixarem o kernel do Linux. O tftpd precisa estar rodando no servidor para servir o kernel.
5 - Portmapper configuration
O Portmapper é usado pelos serviços RPC. Cada serviço RPC, assim como o NFS.
6 - NFS configuration
NFS é o serviço que permite as árvores do diretório local serem montadas por máquinas remotas. Ele é necessário para o LTSP porque os clientes montam seus sistemas raízes (root) através do servidor.
Este item cuidará para que o NFS rode após o boot. O arquivo de configuração é o /etc/exports e a sua criação é descrita depois nesta seção.
7 - XDMCP configuration
XDMCP é o "X Display Manager Control Protocol". O servidor X envia uma requisição ao gerenciador de interfaces gráficas no servidor para conseguirem um tela de login.
Os gerenciadores de interfaces gráficas mais populares são XDM, GDM e KDM. Este item mostrará quais gerenciadores de interfaces gráficas foram encontrados e qual foi configurado para rodar.
Por questões de segurança, o gerenciador de interfaces gráficas é configurado por defualt para não permirtir acesso remoto. Esta é geralmente a razão para a tela cinza com cursor X grande. ltspcfg pode geeralmente configurar o gerenciador de interfaces gráficas para permitir acesso remoto para os clientes conseguirem conexão.
8 - Create /etc/hosts entries
Muitos serviços, como NFS e o gerenciador de interfaces gráficas precisam estar aptos a vincular o endereço IP de um cliente ao seu nome. Você pode configurar o Berkeley Intenet Naming Daemon (BIND) para fzer isto, mas você deve ter certeza que configurou reversamente correto. Finalmente, usando bind é provalvelmente a melhor forma para fazer isto, mas a configuração do bind foge do escopo deste documento e do utilitário ltspcfg.
Do original do parágrafo acima: " Many services, like NFS and the Display manager need to be able to map the IP address of the workstation to a hostname. You could setup the Berkeley Intenet Naming Daemon (BIND) to do that, but you'd have to make sure you get the reverses setup properly. Ultimately, using bind is probably the best way to do it, but configuration of bind is beyond the scope of this document and the ltspcfg utility."
9 - Create /etc/hosts.allow entries
Alguns serviços usam uma camada de segurança conhecida como tcpwrappers. Isto é configurado através do arquivo /etc/hosts.allow. Este item configurará esse arquivo para você.
10 - Create the /etc/exports file
Este é o arquivo que o NFS usa para determinar quais diretórios são permitidos serem montados por máquinas remotas. Este item configurará esse arquivo para você.
11 - Create the lts.conf file
A configuração de cada cliente é direcionada pelas entradas no arquivo lts.conf. Para significativos clientes com PCI bus, não será necessária entradas adicionais no lts.conf. Mas mesmo assim o arquivo precisa existir. Este item criará o arquivo lts.conf default para você.
2.4. Configuração específica da estação de trabalho
Agora, está na hora de falar sobre os clientes ao servidor LTSP. Existem três arquivos que contêem as informações sobre os clientes.
- /etc/dhcpd.conf
- /etc/hosts
- /opt/ltsp/i386/etc/lts.conf
2.4.1 /etc/dhcpd.conf
Os clientes precisam de um endereço de IP e de outras informações. Eles pegarão o seguinte do servidor DHCP:
- endereço de IP do servidor
- Pathname do kernel para rodar
- path do servidor e diretório para ser montado como o sistema de arquivos raíz
Para nosso exemplo de ambiente LTSP, nós escolhemos configurar manualmente os endereços de IP das estações de trabalho.
Durante o script ltsp_initialize, um arquivo exemplo dhcpd.conf é instalado. O seu nome é /etc/dhcpd.conf.example e você pode copiá-lo para /etc/dhcpd.conf para fazê-lo de base para sua configuração do dhcp. Você precisará modificar as partes deste arquivo onde se referem as espeficicações dos seus clientes e do servidor.
O arquivo /etc/dhcpd.conf.example:
default-lease-time 21600;
max-lease-time 21600;
option subnet-mask 255.255.255.0;
option broadcast-address 192.168.0.255;
option routers 192.168.0.254;
option domain-name-servers 192.168.0.254;
option domain-name "ltsp.org";
option root-path "192.168.0.254:/opt/ltsp/i386";
shared-network WORKSTATIONS {
subnet 192.168.0.0 netmask 255.255.255.0 {
}
}
group {
use-host-decl-names on;
option log-servers 192.168.0.254;
host ws001 {
hardware ethernet 00:E0:18:E0:04:82;
fixed-address 192.168.0.1;
filename "/lts/vmlinuz.ltsp";
}
}
Como o LTSP versão 2.09pre2, você não precisa mais especificar um kernel para carregar. O pacote do kernel básico possui todas as placas de redes que o Linux suporta. Existem dois arquivos de kernel incluído no pacote LTSP kernel. Um kernel tem o Linux Progress Patch (LPP) embutido e o outro não. Os nomes dos kernels são:
pplied, and the other kernel does not. The names for the kernels are:
vmlinuz-2.4.9-ltsp-5
vmlinuz-2.4.9-ltsp-lpp-5
Você deve ter percebido que o kernel está no diretório /tftpboot/lts, mas a entrada para "filename" no arquivo /etc/dhcpd.conf está faltando no começo do caminho o diretório /tftpboot. Isso é porque nas versões 7.1 e posteriores do Redhat, o TFTP roda com a opção '-s'. Isso faz com que o daemon tftpd rode no modo secure. Ou seja, ele dá um chroot para o diretório /tftpboot quando é iniciado. Consequentemente, todos os arquivos que estão disponíveis ao daemon tftpd fiquem reçacionados ao diretório /tftpboot.
Outras distribuições Linuxpoderão não ter a opção '-s' configurada para o tftpd, então você precisará adicionar o diretório /tftpboot no começo da parâmetro do "filename".
2.4.2. /etc/hosts
Mapeia o endereço IP do host ao seu nome.
Os computadores geralmente se comunicam bem com o endereço de IP. Então, nós humanos damos nomes aos computadores porque não consigos memorizar tantos números. É aí que o DNS ou o /etc/hosts entram no jogo. Esta tarefa de mapear geralmente não é necessária, exceto num ambiente LTSP. Porque sem isso, o NFS dará erros de permissão quando os clientes requisitarem a montagem do sistema de arquivo.
Além dos problemas do NFS, se os clientes não estiverem listados no arquivo /etc/hosts você poderá também ter problemas com os gerenciadores de janelas GDM ou KDM.
2.4.3. /opt/ltsp/i386/etc/lts.conf
Há entradas de configurações que podem ser especificadas no arquivo lts.conf.
O arquivo lts.conf tem uma sintaxe simples que conssite em seções múltiplas. Tem uma seção default chamada [default] e lá pode ser seções para cada cliente separadamente. Os clientes podem ser identificados pelo seu nome, endereço de IP ou MAC address.
Um arquivo lts.conf típico se parece com este:
#
# Config file for the Linux Terminal Server Project (www.ltsp.org)
#
[Default]
SERVER = 192.168.0.254
XSERVER = auto
X_MOUSE_PROTOCOL = "PS/2"
X_MOUSE_DEVICE = "/dev/psaux"
X_MOUSE_RESOLUTION = 400
X_MOUSE_BUTTONS = 3
USE_XFS = N
LOCAL_APPS = N
RUNLEVEL = 5
[ws001]
USE_NFS_SWAP = Y
SWAPFILE_SIZE = 48m
RUNLEVEL = 5
[ws002]
XSERVER = XF86_SVGA
LOCAL_APPS = N
USE_NFS_SWAP = Y
SWAPFILE_SIZE = 64m
RUNLEVEL = 3
A seguir, é uma lista dessas entradas:
XSERVER
Se a sua placa de vídeo é PCI e se ela for suportada pelo XFree86 4.1, então você apenas precisará do pacote lts_x_core package. Ele contém todos os módulos de driver para X4.
Existem muitos pacotes XFree86 3.3.6 disponíveis para o LTSP. Este é o caso de sua placa de vídeo não ser suportada pelo XFree86 4.1.
Você criar entradas no arquivo lts.conf para cada cliente separadamente ou você pode fazer entradas default que são compartilhadas por todos os clientes.
Nosso cliente tem um chipset de vídeo Intel i810 e pode ser detectada automaticamente, então nós não precisamos de nehuma entrada no arquivo lts.conf. A entrada XSERVER pode ser especificada se você quiser ou pode ser configurada para 'auto' para mostrar que ela irá ser detectada automaticamente.
RUNLEVEL
Nós queremos rodar o cliente no modo gráfico, então nós precisamos configurar o RUNLEVEL para '5'. Isto é feito com outra entrada no arquivo lts.conf.
2.5. Visualizando as configurações atuais
Com o ltspcfg você pode dar uma olhada no status atual de todos os serviços necessários para o LTSP. ATravés do menu do ltspcfg, pressione 'S' e você verá o status atual.
Capítulo 3. Configurando a estação de trabalho (o cliente)
Depois que o servidor estiver configurado, está na hora de focar a configuração no cliente.
O projeto LTSP é todo em cima do que acontece depis que o kernel estiver na memória. Há várias de colocar o kernel namemória dos clientes inclusive o Etherboot, Netboot, PXE e disquete.
3.1. Dando o boot com PXE
Se a sua placa de rede ou seu PC tiver PXE embutido, então você poderá usá-lo para carregar o kernel na memória. PXE é uma tecnologia bootrom, parecida com a Etherboot ou Netboot.
Voce poderá precisar ativar o bootrom PXE na sua NIC. Voce poderá precisar mudar o dispositivo de boot na BIOS da sua paca mãe, escolhendo a opção "Boot from LAN" o primeiro dispositivo a ser o boot, invés do HD ou disquete.
PXE tem uma limitação de apenas ser capaz de carregar arquivos de no máximo 32kb. Como o kernel do Linux é um pouco maior, você não pode carregar o kernel diretamente através do PXE. Você precisará careegar algo conhecido como um 'Network Bootstrap Program' ou NBP.
Existe um NBP dsiponível para carregar o kernel do Linux pxelinux.0. Ele é uma parte do pacote syslinux que vem do colaborador do kernel H. Peter Anvin.
O pacote do kernel do LTSP inclui o pxelinux.0 NBP e o arquivo de configuração necessário para carregar o kernel do Linux e uma imagem inicial do disco virtual (ramdisk).
Ele trabalha assim:
- O bootrom PXE inicializa a placa de rede e envia uma requisição DHCP.
- O servidor DHCP responde com um endereço de IP e o nome do NBP para carregar.
- O bootrom PXE baixa o NBP, colocá-o na memória e começa a executá-lo.
- O NBP usa tftp para baixar o arquivo de configuração vindo do servidor.
- O arquivo de configuração contém o nome do kernel, o nome do arquivo inicial virtual e opções para passar ao kernel, uma vez que ele é carregado.
Abaixo é exemplo de um arquvo de configuração do pxelinux.
prompt=0
label linux
kernel bzImage-2.4.24-ltsp-4
append init=/linuxrc rw root=/dev/ram0 initrd=initrd-2.4.24-ltsp-4.gz
- O NBP, então, usa o o tftp para baixar o kernel do Linux e inicializar o ramdisk (initrd).
- O controle é passado para o kernel do Linux, ele dá boot, monta o initrd e continua com a inicilização do cliente.
3.2. Dando o boot com Etherboot
Apenas 30% da tradução se encontra na paágia com formato HTML, a tradução completa encontra-se nos seguintes formatos:
Estes softwares citados acima são livres e podem ser baixados através dos respectivos links. Desculpem-nos pela não atualização da tradução no formato HTML, pois como o grupo se desfez, são poucas as pessoas que continuam atualizando a página. Sintam-se à vontade para nos ajudar com esta tarefa.
AndreLage - 05 Out 2005
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